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Uns e Outros |
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Outro Coração
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Nada Vai ser como antes
Mas parecia ser prá sempre
Como num dia de verão
Nos sonhos de um adolescente
(2x)
Olha prá gente agora
Não restou muito o que lembrar
Ahh isso vai passar
Outro amor virá
Outro Coração
(2x)
Eu te amei por tanto tempo
Mas abacou tão derepente
Como se fosse um furação
No meio de uma tarde quente
E o amor que se foi um dia
Nunca mais voltou pro lugar
Ahh isso vai passar
Outro amor virá
Outro Coração
(2x)
Ando Meio Desligado
(cover dos Mutantes)
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Ando meio desligado
Eu nem sinto meus pés no chão
Olho e não vejo nada
Eu só penso Se voce me quer
Eu nem vejo a hora de lhe dizer
Aquilo tudo que eu decorei
Depois do beijo que eu já sonhei
Você vai sentir mas por favor
Não leve a mal
Eu só quero que você me queira
Não leve a mal
Prá Nunca Mais Partir
(cover de "Love Vigilants" do New Order)
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Depois de me perder tanto tempo por aí
To voltando prá voce eu tô voltando amor
Meu corpo, minha mala, tá bem gasta da viagem
To morrendo de saudade, louco prá te ver
Tanto tempo longe de ti,
mas teu amor esperou por mim
Eu tô de volta prá nunca mais partir
Mas um dia na estrada, até a última cidade
Uma canção desperada eu tenho andado tão só
Já é quase fim de tarde, posso ver as tua imagem
Se perdendo na paisagem em meio a algum lugar
Tanto tempo longe de ti,
mas teu amor esperou por mim
Eu tô de volta prá nunca mais partir
(2x)
Até posso apostar entre o azul do céu e o mar
Que teu coração não pôs ninguem em meu lugar
Tanta coisa prá dizer muita história prá contar
Quando enfim a porta abrir e eu puder te abraçar
Tanto tempo longe de ti,
mas teu amor esperou por mim
Eu tô de volta prá nunca mais partir
Tão Longe do Fim (M. Hayena / C. Galvão / N. Nunes) voltar índice Um dia que nasce Na montanha o sol se levante E inunda meus olhos De um vermelho quase sempre irreal Você foi embora Mas voltou trazendo o mar nos cabelos Nun final de tarde Que nunca parecia acabar... Poso sentir a noite Cair sobre mim Posso sentir minha vida Tão longe do fim Como se o tempo agora parasse de vez Desliga a Luz (M. Hayena / C. Galvão / N. Nunes) voltar índice Ninguém vai beber toda água do mar Ninguém vai tragar todo o ar que há Ninguém vai me entender Nem pode me ajudar Quem pode varrer o deserto? Quem pode prever o incerto? Acende só mais um cigarro Desliga a luz, apaga o mundo E liga o rádio Ninguém vai cantar toda as canções Ninguém vai entender se meu coração Um dia se perder Em outro coração Quem vai apostar nos meus sonhos? Quem vai consertar meus enganos? Acende só mais um cigarro Desliga a luz, apaga o mundo E liga o rádio |
NOTÍCIAS DO
LESTE
Marcelo, Cal, Nilo, Ronaldo
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Senti o vento soprar
Em quase todas as direções
E de toda parte vinham
Sorrisos de alívio a muito silenciados
Eles dançaram a noite inteira
Como crianças
Livre do Pesadelo
A liberdade soprou no leste
A liberdade soprou no leste
As algemas se quebrarram
E agora os dias não são
Tão cinzas como eram antes
E do outro lado do muro
Cabeças se erguem e mãos se levantam
Cantando enfim a queda
Das estátuas de bronze
Rasgando a mordaça
Prá escrever com sangue
A palavra proibida
Vida
O terceiro milênio
A terceira idade
O Sol da manhã arde
Como eterno desejo de liberdade
CANÇÃO EM VOLTA
DO FOGO
Marcelo Hayena e Cal Galvão
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Se o amor então se cansou
Durma, que a lua eu vigio
Se o céu te parece ruir em pedaços de vidro
Dançaremos em volta do fogo
Subiremos com a maré
E amanheceremos de novo
Se o nosso olhar se perder
Em horizontes tão estranhos
E o mundo insistir em girar
como numa ciranda
Deixaremos as luzes acesas
E abriremos as portas da casa
Para termos então a certeza...
Que toda a noite será
Eterna como num sonho
Que insistimos em ter
Então durma, durma
Que o dia nao demora a sangrar
Com o canto do primeiro galo
Então durma, durma
Que o dia não demora a sangrar
Quando o primeiro galo cantar
ANJO NEGRO
Marcelo, Cal, Nilo, Jonathas
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O que eu sentia era tão certo
Tão perto dos meus pesadelos
Um anjo negro acorrentado
Entregue ao próprio desespero
E quantas vezes eu crie
Prá não me sentir só
Tentando me iludir mas
Tudo cai ao meu redor
O que eu queria era tão
simples
Que o mundo inteiro caberia
Como um bebê em nossos braços
E acalmaria sua ira...
Não sei o que me faz
Sentir assim tão incapaz
E os planos que traçei
Parecem não servirem mais
CARTA AOS
MISSIONÁRIOS
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C.Galvão / Marcelo / Nilo Nunes
música dedicada ao povo do Chile pelo "não" a Pinochet.
Misssionários de um Mundo
Pagão
Proliferando ódio e destruição
Vem dos quatro cantos da terra
A morte, a discórdia. a ganância e a guerra
Missionários e Missões suicídas
Crianças matando crianças inimigas
Generais de todas as nações
Fardas bonitas condecorações
Documentam na nossa história
O seu rastro sujo de sangue e glória
Vindo de todas as
partes
Indo prá lugar algum
Assim caminha a raça humana
Se devorando um a um...
Gritei para o horizonte
e Ele não me respondeu
Então fechei os olhos
e sua voz assim me bateu
DIAS
VERMELHOS
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Marcelo / Cal / Ronaldo / Nilo
Hoje o dia não amanheceu
E eu não vi nada
ou não queria ver?
Nem as tardes de verão
Não eram mais vermelhas
Como eram as de então
E quantas vezes eu peguei
Caminhando pros seus braços
Me perdi e tropecei
Confuso nos próprios passos
Quantos dias ainda
virão
Sem nos tornarmos aço?
Esperando que nacesse
Flores no asfalto
Poeira e ácido
E quantas vezes eu errei
Olhando pro passado
Me perdi e tropecei
Confuso nos próprios passos
O ABORTO
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Marcelo / Cal
Conheci você por dentro
Morando abaixo de um coração
Pulsando frio
Doze semanas não foram o bastante
Prá sua covardia
E você me tirou como um câncer
E me embrulhou num pedaço ddo "O Dia"
Livrou-se assim do meu corpo
Nas águas sujas da baia
Fui julgado sem ter crimes
E culpado de inocência
Minhas armas são tão frágeis
Quanto a sua consciência
Você me matou
Livrou-se assim da vergonha?
Você me matou
Manteve assim sua honra?
E foi melhor assim
Prá mim e pra você...
E foi melhor prá nós dois,
Entre nós um adeus
Adeus pra sempre, Adeus.
DO FIM PARA O
COMEÇO
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Cal / Marcelo Hayena
Já se vende passaporte
Nas esquinas das metrópoles
Já se vê a porta aberta
Para o paraíiso branco
No fascínio das viagens
Você nunca está sozinho
Sabe que muitos se perderam
Na procura do caminho
Teus amigos te alertaram
Que o céu é do outro lado
Teus amigos te alertaram
E você ficou calado
O ator da tua peça
Já não era mais o mesmo
No armáriio do banheiro
Não se via no espelho
A dose que tomava
Não fazia mais efeito
Sua mente embaçada
Não pensava mais direito
Te apontaram o outro lado
E você não deu ouvido
Te apontaram o outro lado
Mas você não viu sentido
Você se perdeu
Pagou seu preço
O futuro é seu
Do fim para o começo
DOIS GUMES
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Marcelo / Cal / Serginho Bastos
Posso fingir
Posso fingir
Posso voltar até o início
Posso insistir ou desistir
Cotando os passos pro precipício
As vezes o que é lindo aos olhos
Pode ser podre ao coração
Sentaddo no canto da sala
Bebendo em goles a solidão
Hoje eu passei por tanta gente
Mas mesmo assim estou deserto
Vagando em torno de mim mesmo
Entre o irreal e o concreto
Eu vejo um vulto em outro quarto
Que poderia ser o meu
Preso em arames tão farpados
Que o próprio tempo
Me envolveu...