...........UNS E OUTROS......Nós Normais.....

Uns e Outros
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Nós Normais - 1987
Nós Normais

1. Sob um Sol de Grafite
2. Idade Madura
3. Do Fim para o Começo
4. Nós Normais
5. Anjo Negro
6. Violência Não
7. Depressão
8. Avenidas
9. Dois Gumes
10.  O Homem Descalço (instr)

Produção: Marcelo "Meme" Mansur
Mixagem: Julinho, LC Coutinho, Marcelo Mansur
Gravado e  Mixado nos Estúdios Polygram - Rio de Janeiro/RJ
1987 POLYGRAM

 

 

 

 

SOB UM  SOL DE  GRAFITE
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Marcelo Hayena/Cal

Eu não sei se faz sentido
A gente se armar até  os dentes
Derramando nosso sangue em  vão
Por um motivo que nem sabemos
São adultos tão distintos
Agindo como adolescentes
Se  comendo na porrada
Manipulando nossas mentes

Entre  corpos e destroços
Sangram as  feridas do pesadelo
Nossa vidda suicida em jogo
Numa  guerra já perdida
Houve falha nos  tratados
Há mentira em  seus textos
Os  minutos são contados
Nossos erros são os mesmos

 

 

IDADE MADURA
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Marcelo Hayena  / Cal / Nilo Nunes

Sinto te dizer
De todo o tempo já  passado
A mascara em teu rosto
Não desmente o calendário
São  tantos anos disfarçados
Tantos erros viciados
Lágrimas que rolam
Num retrato amarelado
O sonho  da tua  juventude
E o remorso da idade
Tão  Madura, Tão  Madura
Idade

O Futuro é sagrado
Ele só a Deus pertence
Há caminhos  tortuosos
Há  rosas e espinhos
Sua  fuga é um atalho
Para os  braços do destino

 

 

 

DO FIM PARA   O  COMEÇO
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Cal / Marcelo Hayena

Já se vende passaporte
Nas esquinas das metrópoles
Já se vê  a porta aberta
Para  o  paraíiso branco
No fascínio das viagens
Você nunca está sozinho
Sabe que muitos  se perderam
Na procura do  caminho
Teus amigos te alertaram
Que o céu é do outro lado
Teus amigos te alertaram
E você ficou calado
O ator da tua  peça
Já não era  mais o mesmo
No armáriio  do banheiro
Não se via no espelho
A dose que  tomava
Não fazia mais efeito
Sua mente embaçada
Não  pensava mais direito
Te apontaram o outro lado
E você não deu ouvido
Te apontaram o outro lado
Mas você não viu sentido
Você se perdeu
Pagou seu preço
O  futuro é seu
Do fim para o começo

 

 

 

NÓS NORMAIS
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Cal / Marcelo / Cláudio Sarres

Do subúrbio eu já tô cheio
Casas são do mesmo ladrilho
As TVs no mesmo canal
E favelas emergem do lixo
Minha cabeça está a mil
Pelas  coisas  que digo e faço
Pessoas que não  acreditam em mim
Me  tossem o vírus do fracasso

As pessoas que me criticam
Me vomitam suas crises
Mostrareei a todas elas
A descarga do meu pique
De nove da manhã ao fim da tarde
Sem  saber você é tragado
Te consomem  o destino
Como se mata um bicho acuado
Elas Diziam:
-- Sai dessa Rapaz!
-- Sai dessa Rapaz!
-- Sai dessa Rapaz!
-- Seja bancário como nós normais

 

 

 

ANJO NEGRO
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Cal / Marcelo  / Nilo Nunes / Jonathas

O que eu sentia era tão certo
Tão  perto dos meus pesadelos
Um anjo negro acorrentado
Entregue ao próprio desespero...
E quantas vezes eu gritei
Prá não me sentir só
Tentando me iludir, mas,
Tudo cai ao meu redor

E o que eu queria era   tão simples
Que o mundo inteiro caberia
Como um bebê em nossos braços
E acalmaria sua ira...
Não  sei o que me faz
Sentir assim tão incapaz
E os planos que tracei
Parecem não servirem mais

 

 

VIOLÊNCIA NÃO!
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Marcelo Hayena / Cal / Nilo Nunes

Um menino perdido nas ruas
Cada passo leva a enfrentar
Uma luta pra sobreviver
Nesse inferno sempre há lugar

E o governo lamenta e alerta essa situação
Frases feitas, jogadas em vídeo:
-- O seu  futuro está em nossas mãos!
-- Violência não!

Sindicato e povo protestam
Mas azuis estão de prontidão
Camburões, coturnos que marcham
Controlando a manifestação

E o  governo lamenta   e alerta essa situação
Frases feitas, jogadas em vídeo
-- Fazemos isso pro bem da Nação!
-- Violência não!

 

 

 

DEPRESSÃO
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Marcelo Hayena

Veja só
Olhe bem pra mim
Estou só
Já não tenho opção
E nessas horas de insônia
Em meu quarto ouço gritos que vêm
do porão...

Depressa!
No espelho
Eu não vejo a mim mesmo
Uma imagem
Uma televisão
E a rotina dos dias me irrita
Catando os restos de mim pelo chão...

Depressão!
Estou cansado de ser
Aquilo que não sou
Eu não consigo mais forjar felicidade
E esse riso forçado na boca
Me deixa rugas na face

 

 

 

AVENIDAS
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Marcelo / Cal / Nilo

Verdade e mentira
Nas avenidas de São Paulo
Por sob as marquises
As meretrizes e os veados
Um tiro na noite
Ecoa nos becos corações e mentes
Um grito agônico, desesperado
Pedindo por gente
O que será  que foi?
O que será  que foi?
Será que  sou eu?

Verdade e mentira
Todos os fatos são passado
Por sobre as marquises
O mesmo filme anunciado
Bebidas, caminhos
Olhares sozinhos
Fuligem e placas
O diagrama da noite
Traçado e seus pontos
Refletem suas almas

O que será que foi?
O que será  que foi?
Será que sou eu?

 

 

 

DOIS  GUMES
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Marcelo / Cal / Serginho Bastos

Posso fingir
Posso fingir
Posso voltar até o início
Posso insistir ou desistir
Cotando os passos  pro precipício
As vezes  o que é lindo aos olhos
Pode ser podre ao coração
Sentaddo no canto da sala
Bebendo em goles a solidão

Hoje eu passei por tanta gente
Mas mesmo assim  estou deserto
Vagando em torno de mim mesmo
Entre o irreal e o concreto
Eu vejo um vulto em outro quarto
Que poderia ser o meu
Preso em arames tão farpados
Que o próprio  tempo
Me envolveu...

 

 

O HOMEM DESCALÇO SOBRE A  LÂMINA
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Jonathas

(Instrumental)

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