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Uns e Outros |
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![]() Nós Normais |
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| Produção:
Marcelo "Meme" Mansur Mixagem: Julinho, LC Coutinho, Marcelo Mansur Gravado e Mixado nos Estúdios Polygram - Rio de Janeiro/RJ 1987 POLYGRAM |
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SOB UM SOL
DE GRAFITE
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Marcelo Hayena/Cal
Eu não sei se faz sentido
A gente se armar até os dentes
Derramando nosso sangue em vão
Por um motivo que nem sabemos
São adultos tão distintos
Agindo como adolescentes
Se comendo na porrada
Manipulando nossas mentes
Entre corpos e destroços
Sangram as feridas do pesadelo
Nossa vidda suicida em jogo
Numa guerra já perdida
Houve falha nos tratados
Há mentira em seus textos
Os minutos são contados
Nossos erros são os mesmos
IDADE MADURA
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Marcelo Hayena / Cal / Nilo Nunes
Sinto te dizer
De todo o tempo já passado
A mascara em teu rosto
Não desmente o calendário
São tantos anos disfarçados
Tantos erros viciados
Lágrimas que rolam
Num retrato amarelado
O sonho da tua juventude
E o remorso da idade
Tão Madura, Tão Madura
Idade
O Futuro é sagrado
Ele só a Deus pertence
Há caminhos tortuosos
Há rosas e espinhos
Sua fuga é um atalho
Para os braços do destino
DO FIM PARA
O COMEÇO
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Cal / Marcelo Hayena
Já se vende passaporte
Nas esquinas das metrópoles
Já se vê a porta aberta
Para o paraíiso branco
No fascínio das viagens
Você nunca está sozinho
Sabe que muitos se perderam
Na procura do caminho
Teus amigos te alertaram
Que o céu é do outro lado
Teus amigos te alertaram
E você ficou calado
O ator da tua peça
Já não era mais o mesmo
No armáriio do banheiro
Não se via no espelho
A dose que tomava
Não fazia mais efeito
Sua mente embaçada
Não pensava mais direito
Te apontaram o outro lado
E você não deu ouvido
Te apontaram o outro lado
Mas você não viu sentido
Você se perdeu
Pagou seu preço
O futuro é seu
Do fim para o começo
NÓS NORMAIS
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Cal / Marcelo / Cláudio Sarres
Do subúrbio eu já tô cheio
Casas são do mesmo ladrilho
As TVs no mesmo canal
E favelas emergem do lixo
Minha cabeça está a mil
Pelas coisas que digo e faço
Pessoas que não acreditam em mim
Me tossem o vírus do fracasso
As pessoas que me criticam
Me vomitam suas crises
Mostrareei a todas elas
A descarga do meu pique
De nove da manhã ao fim da tarde
Sem saber você é tragado
Te consomem o destino
Como se mata um bicho acuado
Elas Diziam:
-- Sai dessa Rapaz!
-- Sai dessa Rapaz!
-- Sai dessa Rapaz!
-- Seja bancário como nós normais
ANJO NEGRO
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Cal / Marcelo / Nilo Nunes / Jonathas
O que eu sentia era tão certo
Tão perto dos meus pesadelos
Um anjo negro acorrentado
Entregue ao próprio desespero...
E quantas vezes eu gritei
Prá não me sentir só
Tentando me iludir, mas,
Tudo cai ao meu redor
E o que eu queria era
tão simples
Que o mundo inteiro caberia
Como um bebê em nossos braços
E acalmaria sua ira...
Não sei o que me faz
Sentir assim tão incapaz
E os planos que tracei
Parecem não servirem mais
VIOLÊNCIA NÃO!
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Marcelo Hayena / Cal / Nilo Nunes
Um menino perdido nas ruas
Cada passo leva a enfrentar
Uma luta pra sobreviver
Nesse inferno sempre há lugar
E o governo lamenta e alerta
essa situação
Frases feitas, jogadas em vídeo:
-- O seu futuro está em nossas mãos!
-- Violência não!
Sindicato e povo protestam
Mas azuis estão de prontidão
Camburões, coturnos que marcham
Controlando a manifestação
E o governo lamenta
e alerta essa situação
Frases feitas, jogadas em vídeo
-- Fazemos isso pro bem da Nação!
-- Violência não!
DEPRESSÃO
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Marcelo Hayena
Veja só
Olhe bem pra mim
Estou só
Já não tenho opção
E nessas horas de insônia
Em meu quarto ouço gritos que vêm
do porão...
Depressa!
No espelho
Eu não vejo a mim mesmo
Uma imagem
Uma televisão
E a rotina dos dias me irrita
Catando os restos de mim pelo chão...
Depressão!
Estou cansado de ser
Aquilo que não sou
Eu não consigo mais forjar felicidade
E esse riso forçado na boca
Me deixa rugas na face
AVENIDAS
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Marcelo / Cal / Nilo
Verdade e mentira
Nas avenidas de São Paulo
Por sob as marquises
As meretrizes e os veados
Um tiro na noite
Ecoa nos becos corações e mentes
Um grito agônico, desesperado
Pedindo por gente
O que será que foi?
O que será que foi?
Será que sou eu?
Verdade e mentira
Todos os fatos são passado
Por sobre as marquises
O mesmo filme anunciado
Bebidas, caminhos
Olhares sozinhos
Fuligem e placas
O diagrama da noite
Traçado e seus pontos
Refletem suas almas
O que será que foi?
O que será que foi?
Será que sou eu?
DOIS GUMES
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Marcelo / Cal / Serginho Bastos
Posso fingir
Posso fingir
Posso voltar até o início
Posso insistir ou desistir
Cotando os passos pro precipício
As vezes o que é lindo aos olhos
Pode ser podre ao coração
Sentaddo no canto da sala
Bebendo em goles a solidão
Hoje eu passei por tanta gente
Mas mesmo assim estou deserto
Vagando em torno de mim mesmo
Entre o irreal e o concreto
Eu vejo um vulto em outro quarto
Que poderia ser o meu
Preso em arames tão farpados
Que o próprio tempo
Me envolveu...
O
HOMEM DESCALÇO SOBRE A LÂMINA
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Jonathas
(Instrumental)
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